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sábado, 3 de abril de 2010

Ne me quitte pas por Jacques Brel

Hoje, apenas uma conexão pra lembrar que uma Música vale mais que um milhão de palavras.
Paris, sempre um sonho!!!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Em ritmo de feriadão

Feriadão é momento de desligar,não pensar. Só sentir e aproveitar. Assim,aproveito pra compartilhar uma música do ENGENHEIROS DO HAWAII, mais uma das favoritas.

Lembrem-se, só pra sentir e não pensar.

EU QUE NÃO AMO VOCÊ

Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...

Senti saudade, vontade de voltar
Fazer a coisa certa
Aqui é o meu lugar
Mas sabe como é difícil encontrar
A palavra certa,
A hora certa de voltar,
A porta aberta,
A hora certa de chegar...

Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...

O certo é que eu dancei sem querer dançar
E agora já nem sei qual é o meu lugar
Dia e noite sem parar, procurei sem encontrar
A palavra certa,
A hora certa de voltar,
A porta aberta,
A hora certa de chegar...

Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Prá enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...

Eu que não fumo,eu queria um cigarro
Eu que não amo você...

Eu que não fumo, pedi um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...
Eu que não bebo, queria um conhaque
Prá enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Apenas uma poesia

Fernando Antonio Nogueira nasceu em Lisboa em 13 de junho de 1888. Aos sete anos de idade se mudou para a África do Sul onde foi alfabetizado em inglês , fator que contribuiu para que publicasse três obras na língua inglesa. Foi um trabalhador de vida discreta, atuou em diferentes áreas jornalismo, publicidade e no comércio. Em sua vida de poeta desdobrou-se em heterônimos que produziu uma vasta literatura, entre poesias e contos. A maior parte de sua vida foi marcada pelo isolamento e a solidão, todavia foi criando novos amigos, os heterônimos. A heteronímia é uma das facetas mais curiosas de Pessoa e uma expressão de uma poética complexa e genial. Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Álvaro de Campos são responsáveis pela produção mais intensa e acompanharam o poeta até bem próximo da data de sua morte. Fernando Pessoa escreveu ainda em nome de vários pseudônimos, atendendo a ânsia de pluralismo comum aos artistas modernistas. Através do desdobramento do EU, o poeta encontra uma forma de expressar a multiplicidade do universo em diferentes perspectivas cada qual mediante a individualidade por ele criada. Além da literatura heterônima, Fernando Pessoa também produziu uma obra ortônima, pela qual sou particularmente apaixonada, aproveito para compartilhar com pessoas especiais uma das que mais AMO e redescobri em minhas viagens literárias.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Trabalho em Equipe: o Caminho para o sucesso

Cada vez mais o trabalho em equipe é valorizado pela sociedade, talvez porque o mercado de trabalho do mundo Neoliberal tenha como foco essa integração entre os diferentes setores e sujeitos que formam a empresa. Neste contexto está a escola que precisa articular a função de "transmitir os conceitos e conteúdos produzidos pela Humanidade ao longo dos séculos", com a formação de sujeitos pensantes, criativos, criticos e com espírito de equipe. Nem sempre é fácil desenvolver trabalhos em equipe, a falta de paciência para ouvir e aceitar pontos de vista diferente constitui a maior dificuldade para pequenos sujeitos que nem sempre tem seus limites estabelecidos pelos pais. Outro aspecto diz respeito ao cumprimento das obrigações,o trabalho em equipe não assegura que um individuo deva desenvolver a função de todos,cada componente da equipe constitui uma força importante para o sucesso do trabalho. Por fim, o trabalho em equipe é a possibilidade de nos aproximarmos daqueles que não conhecemos bem, firmamos alianças e principalmente, é uma oportunidade única para APRENDER com o outro. Essa reflexão de hoje resulta do aprendizado que tive com meus alunos do 7o. ano A. Há mais de 6 meses eles se apresentaram o desafio de produzir um "teatrinho" sobre Roma. Desde o inicio do ano ergueram as mangas e produziram o roteiro, figurinos, cenários, ensaios. Um verdadeiro trabalho em equipe onde cada um percebeu que é importante é faz parte do todo. Parabéns galerinha!!!

terça-feira, 30 de março de 2010

Esclarecimento e Identidade

Por força de um curso em Filosofia Política retomei a leitura dos clássicos, Kant, Maquiavel,Spinosa, entre muitos outros. No momento estou bebendo na fonte do pensamento de Kant sobre o que seria Esclarecimento (aufklärung - em alemão). Para o pensador, ESCLARECIMENTO é o caminho do Homem para sair das amarras do pensamento alheio para engressar no pensamento próprio, depois de conseguir se libertar das amarras os indivíduos passam a espalhar em torno de si uma avaliação racional do próprio valor. Sem dúvida, pensar por si mesmo é uma atividade extremamente complexa e requer muita disposição para sair do lugar comum e crescer como pessoa assumindo responsabilidades pela própria vida. Principalmente na sociedade contemporânea, marcada pela busca dos bens materiais, alguns indivíduos optam por se deixar levar por modelos de comportamento e atitudes que lhes são exteriores, sem refletir sobre as consequências para a sua identidade. Até mesmo o conceito de IDENTIDADE fica comprometido, mas isso é assunto para outro post. Isso me remete a uma música do Engenheiros do Hawaii ... "um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, sem querer eles me deram as chaves que abrem essa prisão..." Dica Bibliográfica Immanuel Kant - Textos Seletos - Editora Vozes

segunda-feira, 29 de março de 2010

Inclusão Pedagógica muito além da Inclusão Social




Muito se tem falado em Inclusão no ambiente escolar. Mas percebo que o simples fato de manter o sujeito em sala de aula e procurar inclui-lo em atividades e brincadeiras não é o suficiente.Acredito que a Inclusão só existe de fato quando a instituição escolar ultrapassa os limites da inclusão legal e procura promover a inclusão pedagógica do sujeito.
Por inclusão pedagógica, compreendo o desenvolvimento de um trabalho pedagógico em sala de aula e extra sala de aula, que tenha por objetivo instrumentalizar o sujeito com um quadro conceitual que o aproxime de uma leitura critica do mundo. Portanto, não podemos trabalhar apenas no sentido de cumprir uma legislação, praticando apenas a Inclusão comprometida com o Ser Social, onde o trabalho é limitado à atribuição de um conceito médio para que o sujeito passe de um ano escolar para o outro e obtenha um diploma de formação Básica. É urgente e necessário que a instituição escolar reconheça o significado social e humano de seu trabalho, desenvolvendo atividades que ultrapassem aquilo que a lei determina, valorizando o sujeito como um ser pensante e com possibilidade de atuação social em diferentes esferas.

domingo, 28 de março de 2010

O Retorno


Afastada por algum tempo, talvez buscando inspiração ou simplesmente vivendo novas experiências. Desta vez pretendo me dedicar um pouco mais relatando novas descobertas e percepções.
Em breve iniciarei mais uma viagem pelo conhecimento, desta vez buscando uma maior compreensão da Razão e da Racionalidade a partir das análises da Filosofia Política. Vamos ver em que vai dar tudo isso...
Não consigo parar de buscar a compreensão sobre a minha realidade próxima e distante, estou envolvida em vários estudos em diferentes áreas simultaneamente. Talvez me torne objeto dos meus estudos e pesquisas.
Por enquanto passei só para assinalar O RETORNO. Vamos lá, deixe suas críticas e comentários que na medida do possível retornarei.
" a vida vem em ondas, como o mar... tudo passa, tudo sempre passará" - Lulu Santos
Não é um clássico, mas é uma inspiração!!!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Meu Tempo e Mais uma vez o tempo

Oi gente amiga, aos poucos estou voltando às atividades cotidianas depois de um longo período de correrias e férias merecidas.
Para aquecer, começo com um poema do Vinicius de Moraes... por que Vinicius? Sei lá, foi escolha de momento, nada pensado ou planejado, eu só queria falar um pouco do meu tempo. Ai vai, MEU TEMPO do Vinícius

Deleitem-se à vontade...



Minha sorte está lançada
Eu sou, eu sou estrada
Eu sou, eu sou levada
Eu sou, eu sou partida
Contra o grande nada - lá vou eu!
Ao romper da madrugada
O sol no pensamento
E o tempo contra o vento
E a minha voz alçada
Contra o grande nada - lá vou eu!
"Quem vem lá?" Pergunta a solidão
"Sou eu!"
Sou eu que vou porque o meu tempo nasceu

Entre os ecos do infinito
Eu grito, eu mato a solidão
Eu sou meu tempo, eu vou
A ferro e fogo, eu corro
Eu vou, eu canto e grito: amor!
Eu vou, eu vou, eu canto e grito: amor!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Os caminhos da Ciência

1.Breve Introdução
Este artigo tem por objetivo resgatar as três principais concepções de ciência presentes na História, analisando suas relações com o conceito de pesquisa e discutindo as conseqüências das mudanças dos paradigmas para o avanço do saber cientifico.
Para o senso comum, fazer ciência significa utilizar métodos e técnicas objetivos que garantem o acesso à verdade existente na realidade na qual o objeto está inserido. Assim, é considerado cientista todo aquele que utilizando métodos quantitativos consegue explicar a leis e características de um objeto visível na realidade.
Quando visitamos os caminhos percorridos pela ciência na História, compreendemos que essa visão que se mantém no senso comum até a atualidade, faz parte de uma das fases de constituição do saber cientifico. Fase que foi superada graças a atitude cientifica de desconfiar daquilo que aparentemente é uma verdade absoluta.Foi duvidando e problematizando suas próprias verdades que o saber cientifico avançou.
Talvez seja essa a principal diferença entre o conhecimento originário do senso comum e o conhecimento cientifico: enquanto o primeiro enxerga fatos e verdades absolutas, o segundo vislumbra problemas e aparências que precisam ser desvendadas.
2. Os caminhos da ciência e da pesquisa: três concepções
Um rápido olhar pela história permite identificar três concepções principais de ciência: racionalismo, que se estende do mundo grego até final do século XVII; empirismo, que se inicia em Aristóteles e na medicina grega, estendendo-se até o final do século XIX; construcionismo, muito presente no século XX, principalmente nas Ciências Sociais.
Para os racionalistas, a ciência era compreendida como um conhecimento racional dedutivo e demonstrativo, direcionado a provar a verdade universal de seus enunciados e resultados. Nessa perspectiva, o saber cientifico era formado por axiomas, postulados e definições que existiriam a priori como representações da realidade, sendo função da pesquisa cientifica unicamente verificar e confirmar aquilo que já estava objetivamente definido na realidade.
Na concepção empirista, o objetivo do saber cientifico era interpretar a realidade a partir da observação e do uso da razão. Com a utilização de métodos de pesquisa rigorosos, o cientista tinha a função de produzir teorias capazes de explicar o objeto inserido na realidade a partir de suas propriedades, leis e funcionamento.
Nas duas concepções, não havia a intenção, nem a possibilidade de intervenção do saber cientifico sobre a realidade, o pressuposto que direcionava a pesquisa era de que a ciência servia para contemplar a verdade existente na Natureza.
A partir do século V, com a desagregação do Império Romano Ocidental e as invasões germânicas, a Europa passou por um período de retração das atividades urbanas e comerciais. O homem buscou segurança no isolamento da vida rural, feudos, e descanso para as inquietações do espírito na Igreja, religião. Isolados nos feudos e reconfortados por uma religiosidade que procurava explicar e controlar todos os aspectos da vida social, o homem medieval não abandonou por completo o trabalho intelectual, mas sua vivência cotidiana já não era orientada pelo racionalismo ou empirismo, o exercício da ciência constituía uma verdadeira aventura uma vez que para os padrões religiosos da época a linha entre feitiçaria e ciência era praticamente inexistente.
Somente com a crise do feudalismo, a partir do século X e as atividades das Cruzadas que promoveram a aproximação do europeu com o Oriente, o homem medieval foi retomando aspectos que ficaram abandonados por mais de cinco séculos, o comércio, a vida urbana, o uso da razão, foram gradativamente promovendo a passagem de uma cultura teocêntrica para uma cultura antropocêntrica.
O Renascimento em suas várias expressões (cultural, urbano, comercial) libertou o homem da Europa medieval, do isolamento dos feudos e do controle religioso, levando-o a reivindicar o lugar de centro do Universo.
Em um cenário marcado pela efervescência, o discurso cientifico passou a ser valorizado principalmente pela burguesia que precisava legitimar seus interesses sociais, econômicos e políticos. A crença em Deus não foi abandonada, mas ganhou maior racionalidade, principalmente com o advento da Reforma Protestante na Alemanha e sua posterior ampliação pela Europa.
Até o final do século XIX, racionalistas e empiristas ofereceram o instrumental teórico e metodológico para explicar os fatos da realidade. No entanto, vale destacar que embora ambos tenham surgido na antiguidade clássica, as dinâmicas sociais impuseram algumas mudanças na essência de ambas as concepções: a ciência à serviço de uma explicação contemplativa não atendia aos interesses da burguesia, era necessário o uso de técnicas que tornassem o homem senhor da Natureza.
A ciência moderna nasceu ligada à idéia de intervenção na Natureza, promovendo profundas transformações nos métodos de pesquisa e provocando uma reflexão sobre a relação sujeito/objeto.
Como filosofia e fé não bastavam para ordenar e dar significado a um mundo em constante transformação, o homem desenvolveu métodos e técnicas com o objetivo de racionalizar todos os processos produtivos, fossem eles intelectuais ou materiais. Pode-se afirmar que a partir de Descartes, para quem a ciência deveria assegurar o domínio sobre a Natureza, o saber cientifico assumiu o ponto central para o conhecimento da realidade.
No século XX, o ideal construcionista defendia um modelo de objetividade nascido da idéia de razão como conhecimento aproximativo da realidade, e combinou dois procedimentos, um vindo do racionalismo e outro do empirismo. Nessa concepção, ao mesmo tempo em que o cientista utiliza o método para estabelecer um quadro teórico sobre o objeto estudado, também espera que o método contribua para a modificação do modelo teórico existente.
Como o objeto é resultado de uma construção lógico-intelectual e metodológica, o cientista construcionista não tem por objetivo chegar a uma verdade absoluta sobre o objeto estudado, mas a uma verdade aproximada que pode ser corrigida, transformada ou abandonada por outra mais adequada.
3. Pesquisa Qualitativa ou Pesquisa Quantitativa?
Para o sociólogo Florestan Fernandes (1959, p.54-55) o “método é o mesmo em todos os ramos do saber”, ou seja, para toda e qualquer ciência existe um traçado geral das etapas que devem ser cumpridas para uma investigação cientifica. No entanto, deve-se reconhecer que nas ciências sociais, diferente das ciências naturais, existe uma maior dificuldade para isolar o objeto de estudo em um laboratório e quantificar suas características de forma isolada.
Da necessidade que as ciências sociais expressaram para garantir a cientificidade de seu objeto, surgiu o embate entre o método qualitativo e o método quantitativo. Isso não supõe a existência de uma abordagem superior a outra, significa que o tipo de problema e o objeto com o qual se trabalha é que acabam por definir o melhor método.
A pesquisa quantitativa é especialmente utilizada para testar uma hipótese em uma realidade determinada, onde o foco é conciso e limitado e precisa-se garantir certa generalização matemática. O pesquisador utiliza o raciocino lógico e dedutivo, mantendo-se distante do evento analisado e procurando estabelecer relações de causa e efeito entre os dados coletados. Teoricamente, há garantia de uma maior objetividade no resultado das análises.
A abordagem qualitativa trabalha com múltiplas realidades e a relação sujeito/objeto é muito próxima. A teoria é desenvolvida em um espaço que envolve, descrição, compreensão e interpretação, elementos carregados de subjetividade e que são compartilhados entre o sujeito-pesquisador e o sujeito-objeto, portanto, o raciocínio desenvolvido é dialético e indutivo comprometido com a qualificação das informações obtidas.
Mais do que a abordagem quantitativa, a abordagem qualitativa desperta questões éticas com relação a neutralidade do saber cientifico. Como a relação sujeito/objeto, na pesquisa qualitativa, ultrapassa os limites de um discurso estatístico, principalmente nas pesquisas realizadas na área das ciências sociais onde o pesquisador muitas vezes escolhe o seu objeto por questões ideológicas, o risco da perda da cientificidade por parte do pesquisador é muito grande.
Embora a produção do conhecimento encontre-se sempre associada a um sistema de valores, interesses e ideologias, social e historicamente definidos, ao trabalhar com a pesquisa qualitativa, o pesquisador deve evitar o erro de defender bandeiras ideológicas. A interação com o “outro” que além de objeto é também sujeito, não pode ser determinada pela intencionalidade de dar uma direção, de acordo com um projeto político particular.
Talvez o caminho ideal para uma pesquisa seja conciliar, sempre que possível as duas abordagens, reconhecendo que o projeto maior é “conhecer”, no sentido de garantir a autonomia de todos os sujeitos envolvidos e beneficiados pelo saber cientifico.

4. Crise de paradigmas e revolução cientifica
Segundo Thomas Khun (1962), “cientistas muitas vezes agem como se estivessem mais interessados em impedir o progresso cientifico do que em promovê-lo”. Isso ocorre porque as comunidades cientificas organizadas em torno de um paradigma tendem a não aceitar que o mesmo seja colocado à prova, refutado ou transformado.
Os paradigmas podem ser conceituados como um modelo teórico que serve como referência para o fazer cientifico de uma determinada comunidade de cientistas durante um período de tempo determinado, mas que tende a transformar-se diante da dinâmica da sociedade que exige transformações constantes dos modelos teóricos que estudam a sua realidade.
A necessidade de mudança de paradigma ocorre quando uma determinada comunidade cientifica percebe que o seu modelo teórico não é suficiente para explicar o fenômeno que estão estudando. Os conceitos, os modelos e procedimentos existentes oferecem uma barreira ao avanço do conhecimento, ou no dizer de Bachelard (1938) apresenta-se um “obstáculo epistemológico” que precisa ser superado com a elaboração de novos modelos teóricos e tecnológicos, que acabam por promover uma mudança em todo o conhecimento existente.
Para Thomas Khun (1962), esse momento de ruptura epistemológica ou quebra de paradigma, consiste em um momento de revolução cientifica, como foi por exemplo o surgimento da teoria de Copérnico ao substituir a teoria geocêntrica pela heliocêntrica.
A revolução cientifica é um momento bastante difícil para o cientista pois consiste em uma revisão de todas as suas crenças e valores, promovendo um abalo que o obriga a sair do espaço de conforto de sua teoria para mergulhar em uma zona de instabilidade que envolve o debate com membros de sua comunidade cientifica e de outras comunidades igualmente interessados ou não, no avanço da ciência.
Embora a ciência esteja confortavelmente segura no paradigma tradicional da neutralidade do saber cientifico, que eleva a ciência à categoria de saber verdadeiro e superior que avança de forma linear em uma idéia de progresso cientifico, os embates teórico-metodológicos são freqüentes e fazem com que a ciência caminhe por saltos e revoluções.










Referências Bibliográficas
CAPRA, Fritjof. O Ponto de Mutação. São Paulo: Cultrix, 1982.
CARVALHO, Alex et al Aprendendo Metodologia Cientifica. São Paulo: O Nome da Rosa, 2000, p. 11-69
FERNANDES, F. Fundamentos empíricos da explicação sociológica. São Paulo:Companhia Editora Nacional, 1959.
KUHN, Thomas. A Estrutura das Revoluções Científicas. São Paulo: Perspectiva, 1989.